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(Anti) Social

sexta-feira, 6 de outubro de 2017 Nenhum comentário
Acho que já tem meses que me afastei de algumas redes sociais para ver o que acontecia. Imaginei que só não sentiria falta depois de um tempo, mas na verdade foi um pouco  diferente. Percebi que tinha um comportamento especifico em cada uma, como por exemplo: no Twitter amava reclamar e conversar aleatoriamente; no Facebook via como iam as pessoas, noticias de shows e afins; Instagram e Pinterest- referencia visual, ideias aleatórias; e Tumblr é o tumblr, acho que nunca vou abandonar aquilo.

Quando eu parei de usar o Twitter, nas primeiras semanas senti um incomodo muito estranho. Após observar um pouco percebi que era um tipo de solidão, já que algumas pessoas eu só tinha contato lá.
A ausência do instagram me fez perder muita criatividade na hora de me vestir, enquanto sem o facebook eu não ouvia falar de nada que ia acontecer por aqui.

Esse distanciamento foi útil para entender como cada rede social é útil para mim. Na verdade o mal estar que eu tinha era causado por uma soma de "desequilíbrio interno" + mal uso das ferramentas.
Bem que dizem que temos que nos afastar das coisas para poder avaliar a relevância delas.

Deslocamento

quarta-feira, 19 de julho de 2017 Nenhum comentário
Nem todos somos desse lugar, alguns vieram de outros lugares
Do interior das rochas, dos galhos das arvores, do vapor de uma locomotiva, tantas possíveis origens...
Por que eu deveria saber onde fica esse lugar?
Me acalmaria os ânimos?
Traria a semelhança que nunca encontrei?
Ou faria eu encontrar aquela pessoa que sempre surge no sonhar?
Sendo que eu posso focar onde estou, onde vou.
Uma escolha, uma descoberta,  varias coisinhas pelo caminho
No fim, todas elas me lembram aquele lugar mesmo.

I'm trying to break the chain God help me break the chain

terça-feira, 18 de julho de 2017 Nenhum comentário
"There's no rhyme no reason
to what I do
I just live my life before I lose
I give, I take, I throw it all away
Pick myself up and I start all over again"
Break The Chain - Gene loves Jezebel


   Me sinto segura pra dizer que oficialmente consegui sair de um looping no qual estava presa já tinha uns meses. Não encontrei palavras pra descrever certinho o que se passava, mas o mais próximo de uma explicação seria dizer que foi um período em que eu já não confiava em mim. Nada que fosse relacionado a minha pessoa se desenvolvia, eu não conseguia cuidar de nenhum dos assuntos. Me abandonei de uma forma bem esquisita.
   Dessa vez, eu me larguei de uma forma bem diferente do que costuma fazer. Normalmente, eu me deixava destruir de todas as formas, aparência, mente e espirito e não foi assim. Pensando bem, me lembrei das runas que tirei meses atrás, tinha Isa, Laguz  e bate bem com o que aconteceu! Eu me fechei, me congelei e fiquei quieta, adormecida até sentir um sinal, uma intuição que me fizesse levantar.
   Foi bem estranho porque nenhum pensamento fluía, nenhuma ação acontecia. E foi de uma forma tão forte que nem me organizar eu conseguia. Minha mente tava um caos, meu quarto tava um caos, mas eu me olhava no espelho e estava sempre serena, como se não fizesse parte de nada disso, o que me causava muito estranhamento.
   As coisas mudaram, não posso dizer o dia exato, mas dessa vez eu vi acontecendo. Foram pequenos gatilhos, pequenas explosões, uma faísca que reacendeu uma fogueira. E eu só consigo agradecer por isso tudo, não aguentava mais ficar daquele jeito, não existia mais ar dentro de mim. Logo eu, uma criança do ar em movimento, me sentia um  abrigo de vácuo. O que era muito triste.
   Tenho sentido a mente mais clara, o coração mais leve e sentindo muita disposição para ajeitar tudo o que precisa do minimo de atenção. Isso tudo me deixa tão contente que espero encontrar palavras para poder te explicar de forma mais exata.  

Partículas no Ar

quinta-feira, 13 de julho de 2017 Nenhum comentário
Ou seria eletricidade demais no meu cérebro?
Eu  não consigo me concentrar, minha mente pula num assunto, olha e pula pra outro. Como se estivesse buscando algo.
A lista de coisas que eu queria estar fazendo ao invés de estar aqui também é bem grande. Mas tenho que saber lidar com isso.
No final, eu só queria te contar isso.

O que vejo do meu ninho

quarta-feira, 12 de julho de 2017 Nenhum comentário
Ando feito passarinho, dormindo e acordando cedo.
Me pego pensando "ah, como queria ir naquela baladinha feito todo mundo" ou "Nossa, como tal coisa parece legal". Mas não adianta, por mais que me atraia, eu acho que nunca vai rolar.
O importante é saber o que é seu e como funciona? Talvez... Não sei.
Em alguns momentos queria saber para quem fazer essas perguntas.
Pensando bem, o que mais tem rodado minha mente são perguntas. Sobre todos os assuntos, de todas as formas.
Ter vindo parar nessa nuvem me trouxe muitas duvidas.

Cansaço emocional do universo

segunda-feira, 10 de julho de 2017 Nenhum comentário
As vezes a gente se sente meio merda, deslocada e desorientada.
Ultimamente, quando deito fico com a sensação de que as coisas andam acontecendo e eu só estou observando.
Não que eu não esteja vivendo minha vida, eu só não me sinto conectada com nada.  
É uma parada bem esquisita e  não sei o que causa.
Talvez eu tenha que começar a ponderar por isso.
Deixa estar... as respostas devem vir de alguma forma...

Alimentação, sobrevivência e obsessão

sábado, 17 de junho de 2017 Nenhum comentário
Meu prato é sempre um reflexo da angustia que vivo em minha mente.
Nunca o que está ali é simplesmente um alimento, mas uma soma dos meus sentimentos, do meu transtorno e descontrole. É a transformação de sentimentos em matéria física. Que eu coloco para dentro sem o menor tipo de cuidado. Um biscoito vira um pacote, que vira um barra de chocolate e até se transformar em coisas que eu nem sabia que tinha em casa.

Vivi toda minha vida com uma venda sobre o meu estomago, não houve momento de apreciar o que entrava. Só existe a coxinha de três dias atrás, o bolo de amanhã, a culpa e o remorso que vem como pedras em vários tamanhos e formas, algumas pontiagudas demais para eu lidar.
Sendo sincera, eu nunca quis lidar com nada sobre esse assunto. Eu não sei como esse padrão surgiu na minha mente, acredito que é uma válvula do meu cérebro. " Pra quê se preocupar com os problemas do seu entorno se você pode ficar aqui se remoendo sobre cada coisa que você ingere e ninguém sabe? Sofra, leve seu sofrimento como um fantasma. Um fantasma que te segue 24 horas por dia e assim você nunca se sentirá sozinha"

Essa parte da minha vida é um quarto fechado que sempre solta uns sons estranhos e a porta bate sozinha. Tomei coragem pra entrar, só tinha escuridão e com  minhas forças só conseguia iluminar pequenos trechos, feito uma lanterna fraca. Me assustei com todos os vultos e demônios que encontrei.
As visitas se tornaram mais frequentes, agora estou fazendo reconhecimento do local. Já soltei alguns monstros que estavam presos em ratoeiras, encontrei muito lixo que nem é meu.
Do nada tudo fica escuro de novo e não enxergo nada. Paro, fico quieta e deixo meus olhos se acostumarem com a luminosidade. Não é um trabalho linear, infelizmente.

Minha missão é conseguir lidar com tudo que está lá e um dia, quem sabe, transformar num ambiente claro e iluminado. Porém, ainda não criei planos, não adianta. Se foco em algum assunto especifico, a paranoia volta, o transtorno volta e a obsessão só passa quando eu largo de mão. Então, antes de pensar no tipo de alimentação que quero seguir, nos valores que me importam, eu tenho que aprender a por um fim nessa guerra.
Você não pode decorar um ambiente que está entulhado. Você não pode limpar sem antes recolher o lixo que está espalhado.
O jeito é pegar uns sacos de lixo, uns panos e água, muita água.
 
Desenvolvido por Michelly Melo.